Plano de Leitura Bíblica: “De Hoje em Diante…”

Quem me acompanha pelo instagram e pelo facebook participou do nosso primeiro Plano de Leitura Bíblica. Eu comecei pequenas leituras e convidei vocês para fazerem comigo e foi muito legal a resposta das pessoas que participaram! Em apenas uma semana já recebi muitos testemunhos e histórias de pessoas que tomaram a decisão de mudar de vida, de andar com o Senhor e serem transformadas! Glória a Deus! Então resolvi trazer aqui para o blog, para deixar compactado e de fácil acesso para quem quiser refazer quantas vezes quiser!

Para quem não acompanhou e não sabe como funciona, vou explicar rapidinho…

São planos curtos, de 5 a 15 dias, sobre assuntos diversos (família, casamento, fé, homens da Bíblia etc). E porque eu decidi fazer isso? Muita gente tem preguiça e falta de disposição para ler a Bíblia, então, acredito que essa seja uma maneira de aprendermos a gostar de ler o Livro Sagrado e nos aprofundarmos no conhecimento da Palavra, trazendo-a para o nosso dia a dia e situações que todo mundo vive!

O primeiro plano foi sobre Mudança. Ele se chama “De hoje em diante…” e foi escrito pelo Pr. Daniel de Luca, com leituras rápidas, porém muito diretas. Muitas pessoas tem sede por mudanças, mas não sabem por onde começar e se sentem frustada após, mais uma vez prometerem algo a si mesmas, e logo depois perceberem que não saíram do lugar.

Se você também é assim, faça esse propósito de leitura e prepare-se para experimentar uma nova vida que Jesus tem pra você!

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1º dia “De hoje em diante… Porque uma nova vida começa agora!”

É interessante pensar que gostamos de novidades, das últimas tendências (seja de moda, de eletrônicos, etc) e no entanto somos avessos às mudanças. Elas dão realmente trabalho (quem já mudou de casa sabe o que estamos falando!). De algum modo, nos apegamos emocionalmente às situações que correspondem a determinados sentimentos presentes em nosso coração. Isso acaba por resultar, entre outras coisas, na melancolia ou saudosismo. Claro, não estamos afirmando que tais sentimentos são problemáticos per si, mas podem ser futuramente.

Nosso Deus promove o movimento na vida de Seus filhos em direção ao crescimento espiritual, quando vamos nos tornando mais parecidos com Jesus.  O grande obstáculo? Nossa natural resistência ao novo!

O texto bíblico evidencia que olhar para trás e afirmar que os melhores dias estão lá é tolice. Não imagine que o Senhor esteja ignorando as boas lembranças que vamos carregar conosco para sempre. Não se trata disso. A ideia aqui é de uma pessoa diante um caminho novo, cheio de possibilidades, mas no entanto ela permanece estática. Você consegue imaginar a frustração do Senhor ao querer abençoar Seus filhos, e eles simplesmente não saírem do lugar?

É por isso que Deus não faz remendos ou “puxadinhos” na nossa vida. Nós “damos um jeito” nas coisas, Deus não. Nós improvisamos, Deus não. Nosso Pai celestial simplesmente nos toma de onde estamos e nos dá uma vida inteiramente nova em Cristo. Uma vida não desconectada do passado, mas bem resolvida quanto à ele e direcionada para o futuro. “De hoje em diante!”

Que a partir deste plano de leitura, o Senhor possa lhe mostrar um futuro brilhante, cheio de Sua glória e alegria!

Para ler e meditar:
Eclesiastes 7:10
2 Coríntios 5:17

 2º dia “De hoje em diante… Eu paro de dar desculpas!”

Existe um caminho maravilhoso que foi aberto por Jesus, onde o homem pode ter íntima comunhão com Deus e através do novo nascimento, as bênçãos do Reino de Deus estão disponíveis para todo aquele que crê. Mas muitos perdem estas bênçãos por causa das desculpas que dão a Deus, aos outros e a si próprios. São pessoas presas no passado, incapazes de viver o presente e correndo atrás de um futuro que nunca chega. Elas querem fazer algo em suas vidas, mas por causa das “desculpas” ficam estagnadas e não conseguem dar o próximo passo.

Essas desculpas devem ser confrontadas a partir de duas premissas básicas:

1. O que o Senhor está ordenando?

As Escrituras nos apontam o caminho da obediência por amor a Cristo. Se nosso Pai nos direciona a algo, devemos prontamente responder de forma positiva. Seja no âmbito familiar (começar um culto familiar, um investimento maior no estudo bíblico, mais tempo de oração), profissional (iniciar uma especialização, começar um negócio próprio) ou relacional (perdoar, reatar uma amizade esquecida etc).

2. Qual o motivo por detrás do ordenamento divino?

Devemos fazer uma conexão do que precisa ser feito com a sua motivação. O culto familiar, por exemplo, pode ser o meio pelo qual minha família será preservada do ataque das trevas. Devo me especializar pois Deus quer derramar mais bênçãos financeiras na minha vida. Devo perdoar por que tenho sido formado à imagem de Cristo.

Se entendemos o que Deus pede e o motivo disso, teremos não só a direção divina como a motivação para tal. Falhamos em nossos planos porque eles são baseados em nossa força e motivação, mas, se abraçamos a vontade de Deus, receberemos do Senhor a força que nos levará a fazer o que pensávamos ser impossível.

Então, de hoje em diante, não dê mais desculpas! O Senhor ordenou que você faça determinada coisa aparentemente impossível? Creia, pois não há nada que o Criador de todas as coisas não possa fazer. Creia na mudança, creia em uma nova vida escrita por Jesus!

Para ler e meditar:
Lucas 14:15-24

3º dia “De hoje em diante… eu paro de murmurar! “

Existem ocasiões onde, de algum modo, sabemos que há algo errado conosco, mas não discernimos a causa. Esta foi a oração do salmista, pedindo que Deus revelasse a ele se existiam caminhos perversos no seu coração. A prática de nos queixarmos de tudo, sinônimo de murmuração, é um veneno para nosso coração, e afeta todas as áreas de nossa vida (casamento, finanças, relacionamentos, vida espiritual). Mesmo as pessoas mais bem intencionadas podem cair neste pecado sem ao menos se darem conta.

A murmuração é um pecado que Deus toma como pessoal, e o Senhor o trata de maneira rigorosa. Quando murmuramos, nos colocamos no lugar de Deus, afirmando que “poderíamos fazer melhor que Ele”. A Bíblia afirma em vários textos “não murmureis”, e temos como exemplo a nação de Israel, cuja primeira geração morreu no deserto pelo tanto que murmuraram. Paulo ensina em Filipenses que a murmuração anda de mãos dadas com a contenda. Não importa o tempo e as circunstâncias – onde você se deparar com uma, encontrará a outra. Elas afastam a bênção de Deus, trazem trevas para nosso coração e deixam a obra de Deus incompleta na nossa vida.

O remédio para a murmuração? Em primeiro lugar, arrependa-se. Tudo começa com a disposição de mudar, quando reconhecemos que esta prática precisa deixar nossos lábios. Em segundo lugar, escolha a gratidão. Separe um momento em oração, e certamente descobrirá mais motivos para agradecer do que para reclamar.

As coisas mais importantes já nos foram dadas em Cristo (salvação, Espírito Santo, uma nova vida). O resto é secundário, e nada vamos levar conosco depois da nossa morte. Por último, reconheça que há um propósito por detrás de cada situação. Há uma promessa maravilhosa para os filhos de Deus, afirmando que mesmo as maiores crises, nas mãos de Deus, podem se transformar nas maiores bênçãos.

Creia, esteja disposto a mudar e veja o poder de Deus manifesto em sua vida!

Para ler e meditar:
Filipenses 2:14-16
Salmos 139:23-24

4° dia “De hoje em diante… eu paro de me sentir ofendido”

Vivemos num mundo imperfeito, cheio de pessoas imperfeitas. Um dos resultados disso são as ofensas que chegam a nós todos os dias. A ofensa é inevitável, e satanás a usa como “isca”, com o objetivo de trazer morte espiritual aos crentes. Mas como se dá este processo de “morte espiritual”?

Judas, em sua epístola, combate falsos profetas e especialmente no versículo onze ele faz menção aos três estágios em que a ofensa opera a morte: o caminho de Caim, o amor ao lucro de Balaão e a rebelião de Coré. Seguir o caminho de Caim é abraçar a ofensa, deixar ela criar raízes no coração. Ele, por ofertar a Deus de modo displicente, teve sua oferta rejeitada, abrindo as portas para a ofensa. Como não podia descarregar isso em Deus, acabou extravasando toda sua ira no seu irmão, matando-o. A ofensa quebra nossa comunhão com Deus e com as pessoas.
Em seguida, encontramos a força motivadora da ofensa, o amor ao lucro. Balaão foi atrás da proposta que lhe daria mais ganhos, diante da escolha de obedecer o rei Balaque ou a Deus.

A aplicação para nós acontece no processo de não recebemos o que pensamos merecer, como “ter razão, ter a verdade, ser achado como merecedor de algo”. Assim, nos sentimos contrariados e o coração vai dar lugar à rebelião, que é o último estágio. A partir daqui, a pessoa tem seu coração endurecido para as verdades de Deus, rejeitando a comunhão com os irmãos da fé e, por fim, abandonando a igreja.

Como então podemos evitar de “morder a isca”? Não deixe que a ofensa se torne em amargura. A raiz de amargura, uma vez instalada no coração, vai afastar a pessoa de Deus e dos seus irmãos na fé. Ela é altamente destrutiva para a vida cristã. E invista na sua vida de oração e leitura da Bíblia. Isso vai trazer discernimento e força para exercer o perdão e mandar a ofensa embora. Por último, seja salgado pelas provas da fé, e não amargo. Ser salgado é aprender com as experiências, tornando-se mais parecido com Jesus. Ser amargo é guardar ofensa, rancor…e viver cada vez mais longe de Jesus.

Para ler e meditar:
Judas 1:11
Filipenses 1:9-10
Marcos 9:49

5° dia “De hoje em diante… Eu paro de viver com medo!”

A maioria das pessoas luta contra um ou mais medos em sua vida. Quando pequenos, temos medo de ficar longe da presença dos pais, por exemplo, e à medida que crescemos vamos aos poucos adquirindo outros medos. Eles têm profundo impacto, possuindo a capacidade de nos paralisar, fazendo-nos recuar e viver aquém do que poderíamos.

Basicamente, as pessoas tem um desses cinco tipos de medo (ou todos) presentes em suas vidas: de perder algo ou alguém que consideramos importante; medo de perder o controle da nossa vida; medo de fracassar; medo da rejeição e medo daquilo que desconhecemos. No entanto, quando nascemos de novo na conversão, recebemos o Espírito Santo e Ele não nos traz medo, mas poder, amor e equilíbrio. O medo, portanto, é a fé no “e se” – as coisas derem erradas, se algo de ruim acontecer, etc.

O medo revela duas coisas importantes sobre nós: [1] as coisas que você mais valoriza – pense naquilo que mais tem medo de perder. Essas são as coisas que você mais valoriza. [2] onde você menos confia em Deus – se existe uma preocupação exagerada a respeito de nosso casamento, ou dos filhos, ou sobre as finanças, é como se disséssemos que Deus não é bom o suficiente para cuidar de nós nessas áreas.

Então, como podemos vencer o medo? Quando reconhecemos o medo que temos, encarando-o de frente. O primeiro passo é a honestidade conosco e com Deus, apontando o que precisa ser mudado, ou em qual área não confiamos o suficiente em Deus. O segundo passo é buscar a Deus até que o medo tenha ido embora. Há uma promessa feita pelo Senhor no Salmo 34.4: se buscamos ao Senhor, Ele mesmo vai tirar os medos de nosso coração.

Não desista! Busque a Deus de tal maneira que entre você e o medo esteja Jesus. De hoje em diante, viva uma nova vida – ela pode começar agora mesmo, se você entregar sua vida a Jesus!

Para ler e meditar:
1 João 4:18
Salmos 34:4

Seja abençoado através dessa leitura e decida mudar!

Beijos!

Day ❤

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